Conheça a história do nosso Quixelô

Quixelô tem suas origens ligadas aos Índios Quixelôs, os quais foram exemplos de bravura por resistirem à colonização branca do século XVII e se mantiveram na região mesmo em períodos de grandes secas. Passou à categoria de cidade em 1985, até então era distrito de Iguatu.

A luta por sua emancipação política teve início em 02 de fevereiro de 1984, quando realizado um plebiscito que, embora com uma pequena margem de votos, obteve o êxito esperado. E em 1985 ocorreram as primeiras eleições para prefeito, na qual o Sr. Maconi Matos foi eleito o primeiro Prefeito, de Quixelô, para administrar o município, por dois anos (1985 e 1986). Daí por diante sucederam-se novos pleitos eleitorais, estando atualmente na oitava gestão político-administrativa com o segundo mandato da Prefeita Fátima Gomes (PT).

Historicamente Quixelô é um município recém-criado, mas que, graças ao compromisso da atual administradora com a melhoria da qualidade de vida da população, tem apresentado um significativo desenvolvimento em termos de infra-estrutura básica, saúde, educação e ações sociais.

Situado no alto Jaguaribe, Região Centro-Sul do estado do Ceará, com uma extensão territorial de 559,76 km2, limita-se a Norte com Solonópoles, ao Sul com Iguatu, a leste com Acopiara e a Oeste com Orós e Jaguaribe.

É uma região de planície, banhada pelo Açude Orós e pelos riachos Faé, Antonico, Cunhã Poti, Madeira Cortada e Riacho do Meio. Apresenta um clima quente e seco, com temperaturas média 32º C. Quanto aos recursos hídricos, Quixelô dispõe de açudes nas seguintes comunidades rurais: Paus de Leite, Mata Fresca, Jiqui, Pitombeira do Jiqui, Garrota, Angicos, Caldeirão, Riacho do Meio, Maracajá, Recanto, os quais encontram-se com baixo volume de água, bastante deficitários em extensos período de estiagem, muito frequente nos últimos anos.

A presença atual dos descendentes dos Quixelô, alguns com viva memória sobre seus avós e antepassados indígenas questionam o discurso colonialista sobre o “extermínio” dos Quixelô, no passado, e sua “inexistência” na atualidade. Vejamos o relato de Pe Couto que mostra a vitalidade da tradição Quixelô em 1958. Ele não era Quixelô, mas teve contato direto com essa população, a qual se refere como “aquela mesma gente” de “mesma feição”, que mantêm “Aquele modus vivendi primitivo, recebido de seus maiorais, qual uma tradição sagrada, não se altera. Donde, quem quer se abalance a contrariá-los em seus seculares hábitos e costumes, verá, de frente, insatisfeita, uma população, que se julga ferida em seus bens etnológicos, herdados.(COUTO, 1960: 26). Há um Sertão indígena Quixelô a ser conhecido e reconhecido.

Gentílico: quixeloense

O município está situado a uma distância de 22 quilômetros de Iguatu, capital regional do centro-sul cearense, cidade da qual era distrito e foi desmembrado em 1985. Suas histórias políticas, econômicas e culturais, no entanto, continuam fortemente unidas. O pequeno município com cerca de 16 mil habitantes, tem Iguatu como cidade irmã.

O município de Quixelô durante longos anos teve como fundamento econômico a cultura do algodão, até que a praga do bicudo dizimasse essa cultura no Ceará e no Nordeste. A base da economia quixeloense permanece na agricultura, principalmente no cultivo do arroz e na pecuária leiteira.

Grande parte do município é banhado pelas águas do Açude Orós, facilitando, assim, a irrigação dos terrenos ribeirinhos e a pesca. Em outras regiões do município foram construídos dois grandes açudes, quais sejam, Açude Angicos, localizado na região de mesmo nome com capacidade de cerca de 9 milhões de metros cúbicos e Açude da Carnaubinha do Faé localizado no Vale do Faé com capacidade de cerca de 24 milhões de metros cúbicos.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Bom Jesus do Quixelô, pela lei provincial nº 1429, de 14-09-1871 e por ato provincial de 01-09-1865.

Elevado à categoria de vila com a denominação de Bom Jesus do Quixelô, pelo decreto estadual nº 101, de 09-12-1890. Sede na atual Vila Bom Jesus do Quixelô.

Pelo decreto estadual nº 8 – A, de 10-03-1892, é extinta a vila, sendo seu território anexado ao de Iguatu.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito está grafado Bom Jesus do Quixelô e figura no município de Iguatu.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-12-1936 e 31-12-1937.

Pelo decreto estadual nº 169, de 31-03-1938, retificado pelo decreto estadual nº 378, de 20-10-1938, o distrito se denomina Bom Jesus.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito já denominado Bom Jesus, figura no município de Iguatu.

Pelo decreto-lei estadual nº 1114, de 30-12-1943, o distrito de Bom Jesus passou a denominar-se Quixelô.

Em divisão territorial datada de 1-07-1960, o distrito Quixelô ex-Bom Jesus, figura no município de Iguatu.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-07-1983.

Elevado à categoria de município com a denominação de Quixelô, pela lei estadual nº 11005, de 01-02-1985, desmembrado de Iguatu. Sede no antigo distrito Quixelô, constituído do distrito sede. Município instalado em 01-01-1986.

Em divisão territorial datada de 17-I-1991, o município é constituído do distrito sede.

Pela lei municipal nº 06, de 24-10-1994, é criado o distrito de Antonico e anexado ao município de Quixelô.

Em divisão territorial datada de 1-06-1995, o município é constituído de 2 distritos: Quixelô e Antonico.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.

Fonte: IBGE

Veja imagens atuais do município:

 

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