Exposição do Artista Plástico de Quixelô Ruy Relbquy no Centro Cultural Jovino Batista – Quixelô CE

Administração Escrevendo uma Nova História, apoia a Exposição das Artes do Ruy Relbquy no Centro Cultural Jovino Batista de Lucena no período de 09 a 13 de fevereiro de 2015, organizado pela Secretaria Municipal da Cultura, Turismo, Desporto e Juventude de Quixelô.

Convidamos a todos a prestigiarem essa exposição de arte.

http://youtu.be/FB17Shff-ek

 

Histórico do artista:

Uma história de superação vem da zona rural deste município, localizado na região Centro-Sul do Ceará. Na localidade de Riacho do Meio, o artista plástico, autodidata, cadeirante, pinta telas com a boca. Ruy Relbquy Silva, 26 anos, não vive da arte que produz, mas é por meio das tintas e pincéis que ele encontrou uma forma de ver o mundo, de viver e de revelar o talento que a vida lhe deu.

“Preso” a uma cadeira de rodas por conta de uma doença degenerativa, distrofia muscular, o artista dá vida aos seus pensamentos, às inspirações. Nos últimos meses, decidiu preparar mais telas para sua primeira exposição, a ser realizada em breve no Centro Cultural de Quixelô. O trabalho tornou-se intenso e diário.
Ruy Relbquy é um artista nato, revela talentos como poucos. A doença que lhe acometeu é hereditária, degenerativa e também atingiu alguns membros de sua família. Mesmo com dificuldades, andou até os 15 anos, mas desde então precisa de uma cadeira de rodas. Os problemas de saúde, nunca o deixaram se abater. Concluiu o Ensino Médio e pretende cursar faculdade. “Penso em fazer História ou Teologia. Vou fazer. O momento certo vai chegar”, disse.
Entre tintas e pincéis o artista se completa. Passa a maior parte do dia, em seu ateliê, instalado no primeiro cômodo da casa. É o espaço mais arejado, ao lado da sala de visitas e que tem uma ampla visão externa para o sertão. Aos poucos, o quadro em branco ganha vida. Nas paredes, há pinturas espalhadas. “Aqui em casa tenho uma exposição permanente”, disse. Apesar da deficiência, Ruy não encontra muitas dificuldades para pintar. “É um verdadeiro artista”, ressalta orgulhosa dona Raimunda Lucinete, mãe de Ruy, que ajuda o filho durante o trabalho colocando as tintas na bandeja.
A arte de pintar aprendeu sozinho. São quase quatorze anos dedicados à pintura. Nesse período, já foram feitos mais de cem quadros. Muitos estão espalhados pelo Brasil, e um deles foi levado para o exterior. O artista não pinta para ficar famoso, mas sim pela valorização da arte. Para aperfeiçoar seu trabalho. Ele desenvolveu um jeito próprio de pintar. Por não ter o controle das mãos e também por sentir peso e cansaço nos braços e nos ombros, tornou-se hábil com a boca. “Cansa menos. Já estou acostumado. Com as mãos faço alguma coisa, mas os detalhes pinto com a boca”, disse. Em seguida, dá uma breve demonstração.
Pelas pinturas expostas é fácil descobrir de onde vem a inspiração: da natureza, do lugar onde vive e das coisas em sua memória. Por meio do seu trabalho, ele viaja mesmo estando “preso” à cadeira de rodas. Espera levar para a exposição 15 trabalhos, alguns de seu acervo e outros inéditos que estão expostos para os visitantes desde o dia 26, no Centro Cultural de Quixelô. As telas estão à venda e os valores variam pelo tamanho e material.
O artista revela preocupação ambiental. Ruy reaproveita sobras de madeiras, peças de móveis para fazer as esquadrias de suas telas. “Foi uma forma que achei de realizar também um trabalho diferenciado. E temos que reaproveitar tudo, reciclar”, disse. “O homem está destruindo a natureza, faz queimadas, desmatamento, joga lixo e esgoto nos rios, açudes e lagoas. Isso é muito triste, lamentável”.
Dificuldades
Ruy Relbquy pinta em peças diversas, pedaços de madeiras, portas de móveis inutilizados. Enfrenta dificuldades de adquirir telas. No ano passado, parte de seu trabalho foi exposto durante a Semana Cultural promovida pela Escola Modelo de Iguatu e despertou a atenção de visitantes, que pensaram em fazer campanha para aquisição de material de pintura. A precisão dos traços e a inspiração no sertão e na Caatinga despertam a atenção. “Ele aprendeu sozinho, não fez curso, mas tem noção de perspectiva, sombra, cores e traços bem delineados”, observa a professora Fabiana Martins.
Fonte:
http://desejonasartes.blogspot.com.br/