Prefeitura entrega as Quadras Escolares Cobertas dos sítios Jiqui e sítio Salsa

O esporte dominou o fim de semana em Quixelô. Sábado foi inaugurada oficialmente a Quadra Escolar Coberta  do sítio Jiqui, que homenageou Sebastião Patrício de Miranda. O evento de inauguração teve torneio de futebol de salão feminino e masculino e um amistoso de voley.

Familiares foram lembrados e homenageados em clima de muita emoção. A prefeita Fátima Gomes destacou o legado de Sebastião Patrício, que assim como Socorro Gomes e Joaquim Alves, e outras lendas quixeloenses, entram para galeria de heróis que fizeram de um pequeno distrito, um município que cresce todo dia com a ajuda de todos.

Ao final a banda de forró Tá Na Cara animou a população e os esportistas com forró da quadra. Os vencedores receberam seus troféus das mãos da prefeita Fátima Gomes e do secretário de Cultura, Turismo, Desporto e Juventude, Aílton Fernandes.

No dia seguinte foi a vez da Salsa receber a comitiva da prefeita Fátima Gomes para inaugurar, oficialmente, a Quadra Escolar Coberta do Sítio Salsa. Também em clima de grande festa, o esporte dominou a entrega oficial do equipamento para a comunidade e as festividades também com disputas de futebol de salão feminino, masculino e voley.

Batizada de Policarto Paulo da Silva (Bibi), a quadra foi entregue aos moradores da Salsa e contou com a presença de familiares e amigos de Bibi, como era mais conhecido.

No evento a prefeita Fátima Gomes ressaltou o legado e o carinho com que Bibi era tratado pelas pessoas da comunidade. A prova maior foi a escolha, unânime, do nome do árbitro de futebol e grande incentivador do esporte (Bibi – Policarto Paulo da Silva) para dar nome a quadra coberta do sítio Salsa.

Confira abaixo as histórias de cada honenageado e a galeria de imagens com  as fotos dos eventos de inauguração.

A história de Policarto Paulo da Silva na voz de Tércio Jr

RESUMO HISTÓRICO DA VIDA DE SEBASTIÃO PATRÍCIO DE MIRANDA

Sebastião Patrício de Miranda

Sebastião Patrício de Miranda, filho de um casal simples nasceu em 23 de setembro de 1947 em Bom Jesus da Lapa cidade da Bahia, por isso ganhou o apelido de baiano como era conhecido por muitos amigos da comunidade, após seu nascimento no estado da Bahia sua mãe teve que esperar 27 dias para que pudesse continuar sua viagem ao Ceará.

Filho de José Osterno Miranda e de dona Ana Franco Guedes, o mesmo foi criado ao lado de seus irmãos na comunidade do Sítio Jiqui quando fazia parte do município de Iguatu, sua infância foi muito feliz apesar das dificuldades existentes na época onde os pais trabalhavam na agricultura para dar o sustento a toda família.

Na sua adolescência aos 14 anos Sebastião teve que sair de sua comunidade para estudar e fazer sua primeira eucaristia na cidade de Iguatu na Igreja Santa Ana, na oportunidade ele estudou e concluiu a 4ª série do Ensino Fundamental, após concluir seus estudos o mesmo retornou ao sitio Jiqui onde ao lado de seu pai e seus irmãos começou a ajudar nos trabalhos contribuindo para o sustento da família.

Com o passar do tempo em sua juventude Sebastião conheceu a jovem Maria Nila Miranda, conhecida por Nila, com a qual namorou e casou no ano de 69 na igreja matriz da cidade de Orós, construindo uma família de 4 filhos (José Nilo, Lilia, Raimundo Gean e Leidiane), todos criados e educados nos conceitos de uma família eficaz.

Sebastião sempre teve seu pai como um exemplo a seguir, por isso ele se preocupava em viver de acordo com os ensinamentos recebidos, homem simples que tinha como propósito de vida servir a comunidade a qual estava inserido, assim ele se engajava em todos os seguimentos da comunidade, tais como: Participou da equipe do Jiquí como goleiro, no qual desempenhava a função com responsabilidade e prazer, fato esse que possibilitou no final da década dos anos 80 assumir o cargo de Vice Presidente da equipe do Independente Futebol Clube contribuindo para o crescimento e muitas conquistas daquela agremiação esportiva, também teve participação ativa dentro do campo religioso, quando assumiu a igreja comandado os trabalhos como dirigente por um longo período, isso lhe gratificava por estar ao lado do povo servindo voluntariamente aqueles que lhe procuravam.

Sebastião sentia-se gratificado em ajudar o outro uma herança vivenciada desde muito jovem quando acompanhava a vida de seu pai que era respeitado por todos na política e na vida efetiva da comunidade. Assim Sebastião se afastou da direção da igreja e ingressou na vida política no ano de 1985 quando Quixelô teve sua emancipação adquirida, daí a satisfação de Sebastião em ver o desenvolvimento de seu município como um todo, ele passou a trabalhar incansavelmente em ações junto às lideranças municipais a fim de alcançar os objetivos que traçava em prol da população quixeloense, a luta foi árdua no início como representante da comunidade do Jiquí e das comunidades adjacentes como: Boa Vista, Vassouras, Ilha Grande, Macambira entre outras, o mesmo lutava com afinco para ajudar a todos que buscavam em sua pessoa apoio nas soluções de seus problemas. Vendo que podia realizar mais Sebastião resolveu lutar por uma vaga na câmara de vereadores do município missão essa muito difícil, pois foram meses, anos de lutas e investidas sem sucesso, até que na eleição de outubro de 1993 Sebastião conseguiu sua vitória apoiado por todos da comunidade que acreditavam em suas propostas de trabalho, o feito foi muito comemorado por todos, visto que naquele momento a população a qual ele representava via positivamente a abertura para o crescimento e a melhoria das comunidades na qual Sebastião se comprometerá a ajudá-las.

Como vereador de fato, Sebastião não media esforços para servir a todos de maneira eficaz em todas as ações as quais desenvolvia seja elas coletivas ou individuais, mas como sabemos na vida todo plano é o de Deus e quis o destino, ou Deus que o sonho de continuar a servir as pessoas com prazer, com gratuidade fosse interrompido cedo e de maneira muito cruel, já que no dia 02 de dezembro de 1995 por volta das 2h30min sua vida fosse tirada deixando assim todos sem acreditar no fato acontecido, seu corpo foi velado em sua residência e no dia 03 de dezembro de 1995 foi sepultado no cemitério do Jiqui por volta das 17 horas, recebendo homenagens de muitos amigos.

Sebastião se foi, deixando esposa, filhos, netos pais, irmãos e amigos, mias deixou como legado o exemplo de um homem público correto que lutava pela causa do povo, que servia a quem lhe procurava com prazer de ver a felicidade de o outro acontecer.

  Sebastião Patrício de Miranda

        Presente, presente, presente! 

                        Sempre, sempre, sempre!

 

Pelo Companheiro Sebastião Patrício de Miranda que deixou sua marca no meio de nós, provando que a vida é o espaço de nossos sonhos e que a luta deve persevera sempre como marca que ele também protagonizou, é um exemplo de nossa história, feito uma imagem que nunca se apagará.

Nós, assim como Sebastião, acreditamos numa vida nova e estamos empenhados na luta por um mundo saudável e liberto de toda sorte de opressão. Vamos diante de uma corrente de água cristalina e lançarmos ali, pétalas de flores como gesto de liberdade e fé no Brasil de suas riquezas inigualáveis. E que este movimento de luta e perseverança continue com força e coragem, fazendo vibrar os quatro cantos do nosso país.

GALERIA DE IMAGEM

SÍTIO JIQUI

SÍTIO SALSA

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